quarta-feira, 8 de abril de 2026

afirmação de que Jesus é negro baseia-se em argumentos históricos


 Por Leon Lopes da Silva, jornalista de Natal-RN-Brasil 


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A afirmação de que Jesus é negro baseia-se em argumentos históricos, geográficos, bíblicos e teológicos que contestam a tradicional representação europeia de um Jesus branco e de olhos claros.

 

1. Geografia e Etnia Semita

Jesus nasceu na Palestina, uma região do Oriente Médio. Cientistas e historiadores argumentam que, como um judeu daquela época e local, Jesus dificilmente seria branco. Ele possuía traços semitas, o que significa que sua pele era provavelmente escura (acastanhada ou parda), semelhante à das populações árabes e judaicas do Levante. 


2. Fundamentos Bíblicos

Algumas passagens são citadas para sustentar uma aparência de pele escura:

Refúgio no Egito: Quando criança, Jesus foi levado para o Egito para fugir de Herodes. Argumenta-se que, se ele fosse branco, não passaria despercebido em uma população africana.

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Descrições Simbólicas: O livro de Apocalipse (1:14-15) descreve o cabelo de Jesus como "lã branca" e seus pés como "latão reluzente", metáforas usadas para indicar cabelos crespos e pele escura. 


3. Teologia da Libertação e Contexto Social

Afirmar que Jesus é negro é também uma proposta teológica. Para muitos grupos, especialmente dentro da Teologia Negra e da Teologia da Libertação: 

Identificação com o Oprimido: Jesus viveu na periferia, foi perseguido pelo Estado e executado, assemelhando-se historicamente à experiência de populações negras marginalizadas.


Combate ao Racismo: Representar Jesus como negro é uma forma de combater o uso da imagem de um Jesus branco para justificar a colonização e a supremacia branca ao longo dos séculos. 


4. Representações Culturais

Como a Bíblia não fornece uma descrição física detalhada, diferentes culturas costumam retratar Jesus à sua própria semelhança (asiático, negro, europeu) para tornar sua mensagem mais próxima e relevante para cada povo. 


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